I’m lost, I’m mess.

14 set

Apenas um desabafo de hoje. 
Eu não perderia tempo lendo, mas se quiserem...

Estou com medo. Com um medo tremendo de nunca mais conseguir sentir aquilo que já senti antes – aquele sentimento que chamam de amor, que me fazia deitar na cama e conseguir olhar o teto por horas, lembrando e imaginando. Que me fazia sentir uma explosão de borboletas no estômago. Que me fazia sorrir sem motivos, rir e ser doce, amável, afável. Me fazia bem, tão bem.

Hoje tudo o que sinto são meus lençóis vazios e minhas mãos entrelaçando um vácuo. Me tornei alguém fria, cercada de barreiras praticamente inquebráveis – ninguém tem a paciência suficiente para quebrá-las, ninguém enxerga em mim aquilo que eu já fui; Doce, amável, afável.  As pessoas ao redor simplesmente não enxergam nada além do meu exterior. E nem sequer tentam, pois seria tempo desperdiçado em vão, com uma menina grossa, impaciente, fria, seca. Uma menina desprezável por mim, que por acaso, sou eu.

Tenho medo de me tornar alguém ruim, de ser controlada pelos meus medos, de não conseguir suportar a mim mesma, de não sentir e me manter nesse torpor interminável. Medos, medos, medos… E nenhum porto seguro para me agarrar. Afinal, quando foi que me tornei essa pessoinha frágil e ao mesmo tempo auto-suficiente? Com sentimentos e um coração (coberto por band-aids) e ao mesmo tempo fria? Só queria encontrar alguém que pudesse me encontrar, no meio dessa confusão.

As lágrimas insistam em aparecer quando me encontro sozinha, procuro por algo que não está mais aqui, me desespero. Dizem que tenho mania de dramatizar, de intensificar… Mas eles não entendem; esses são meus únicos sentimentos e estão completamente vazios, como se não sentisse nada, não confiasse em nada. Como se, embora eu quisesse confiar, amar, sentir, ser alegre, ter um milhão de qualidades, ser amável, doce… simplesmente não conseguisse, pois alguma decepção construiu barreiras que escondem o que sou de verdade. Como dizia Caio Abreu, “Trata-se de uma decepção diferente: (…) não tenho ódio nem vontade de chorar. Em compensação, também não tenho vontade de mais nada”.

Mas estou buscando, estou buscando por algo, por alguém, por sentimentos, por isso que chamam de amor ou quem sabe só buscando por um porto seguro, um ponto de paz ou apenas uma qualidade de volta em mim.

Ally está em crise existencial hoje.

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2 Respostas to “I’m lost, I’m mess.”

  1. Henrique 14 de setembro de 2010 às 21:49 #

    Nunca acho que ler os teus textos é perder tempo, adoro o jeito que tu escreve, os assuntos que tu fala e como fala deles, não sei, eu me identifico bastante com essa tua situação, já aconteceu isso cmg, é muito ruim, horrível, mas eu ainda acho que tem alguem que tem essa paciência que tu diz que precisa pra ‘quebrar’ essas barreiras, mas acho que as vzs tu tão tão ‘desiludida’, que não consegue perceber! Espero que tu realmente melhore dessa fase ruim.

    Beijos.

    • Pah 15 de setembro de 2010 às 21:54 #

      Seus textos são ótimos.
      Eu me sinto exatamente assim neste momento.
      E é tudo bem difícil.
      Mas acho que é uma fase, ou pelo menos espero que seja.
      Tentar passar por ela é uma solução, difícil ou fácil o importante é tentar, o que acha?

      Um beijo.

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