It’s 6 am and I need love.

15 jun

Era uma vez, se não me engano, era uma quinta-feira. 6 am, o vento gelado batia em sua janela, entrando em contradição com os raios quentes do sol que iluminava sua manhã. Normalmente, ela iria levantar-se, tremer um pouco de frio após o banho quente, vestir o uniforme e tomar duas canecas de café para suportar o dia acordada. Mas era exatamente isso que a incomodava – a rotina. Sempre as mesmas coisas, as mesmas pessoas. Nada a surpreendia mais. Onde é que a emoção de viver havia se escondido? Então, os raios de sol iluminando o quarto, tão cedo, pareciam querer lhe dizer algo. E ela ouviu.
Naquele dia, ela resolveu surpreender-se.  Tomou um banho frio, vestiu o uniforme de uma maneira diferente, tomou coca-cola pela manhã. Conversou com outras pessoas, mandou outras mensagens, dormiu durante as aulas – isso não era novidade, mas era normal. Ela procurou agradar seu pai para evitar brigas, ouviu músicas mais pesadas, sorriu para desconhecidos. Disse
bom dia com um abraço. Mandou bilhetes. Foi gentil até mesmo com quem não merecia; mas foi grossa o suficiente com a falsidade – disso ela ainda queria manter distância.
Muitas coisas continuaram iguais, por dentro, ela sabia que seria assim… Mas, ela precisava tanto, tanto, tanto de algo! E nem sabia o quê. Essa necessidade chegava a apertá-la por dentro. Pensou que fosse essa mudança, mas a rotina ainda parecia a incomodar, mesmo com tais diferenças. O que poderia ser então?
Então, ela pensou que essa necessidade de algo poderia ser, na verdade, necessidade de reciprocidade no amor.  Surpresas. Abraços. Coisinhas simples que mudam tudo. E se fosse, de fato, isso? Não dependeria mais só dela…
Naquela manhã, ela percebeu que sozinha não poderia fazer nada. Não poderia mudar sua rotina, nem surpreender-se. É preciso de dois para fazer as coisas acontecerem. E não havia mais nada a fazer, apenas viver. Era tempo de viver, respirar, esperar. Talvez, a necessidade de alguém ou algo se solucionaria com o tempo… E disso ela sabe. Só ela sabe.

“And I stare, at the phone, he still, hasn’t called…”

Ally.

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