Filosofia do meu ser

10 jun

Esta carta não tem destinatário; é para todos que se interessam em coisas que não paramos para pensar tão frequentemente. São palavras soltas no ar, provenientes da confusão dos pensamentos de uma garota que tenta se encontrar. Na verdade, são diversos os assuntos que me perturbam.

Ok, eu confesso, nunca estive tão, extremamente, confusa. Minhas ideias, meus valores, meus princípios, voam soltos pela minha mente; eles não formam mais a essência do meu “eu”. Apesar da minha tentativa de voltar a ser a antiga Jess, aquela a quem todos conheciam não existe mais, pois minhas atitudes não têm condito com o que eu afirmava ser. Jamais me senti de tal maneira defeituosa, a chegar ao pontto de nem mesmo eu conseguir definir quem sou. O ressurgimento daquele que fez meu coração bater mais forte, o aparecimento de outra pessoa capaz de causar o mesmo efeito em mim, o distanciamento daquelas amizades que me ajudavam a preservar quem eu era me fez descer até o mais fundo do meu próprio poço. A minha determinação, agora, é de me encontrar comigo mesma e estabelecer meus novos limites.

Sabe, acho que as pessoas se influenciam tanto pelo meio em que vivem e pelas pessoas com quem convivem, que, esquecem-se de viver a própria vida, e, esquecem-se daquilo que aprenderam a ser quando começavam a conhecer-se como gente. Elas tentam tão, desesperadamente, ser aceitas pelo mundo e pela sociedade em que vivem, que, esquecem-se de viver para si mesmas e para a própria felicidade. Esquecem-se, até, de amar. Afinal, o que nos faz realmente feliz? Ter amigos? Viver um grande amor? Conviver em harmonia com a família? Ser rico? Ter gigantesco poder? Poder confiar plenamente em alguém? Um toque? Um beijo? Um abraço? Um olhar? Um sorriso? Uma palavra? Ou um silêncio? Um gesto seria mais apropriado? Quem sabe até mesmo uma promessa? Como eu disse, são apenas pensamentos soltos pela atmosfera. Uma confusão completa, cheia de interrogações e incertezas. E, para os que vivem o mesmo dilema momentâneo em que me encontro, meu conselho é tirar férias do mundo, e, simplesmente, viajar no próprio intelecto, em busca daqueles valores e princípios perdidos, pois, ao se encontrar, encontrará, também, uma razão qualquer para continuar buscando o indefinido.

Me perdoem a falta de coerência e a dificuldade de expressão. São tantas reflexões simultâneas, que, por vezes entram em contradição.

Boa noite, e, mais uma vez, me desculpem por desabafar.

# Jess;

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