Carta de adeus.

24 maio

Gosto de reler antigos textos quando não tenho inspiração para nada, tipo hoje (e de uns tempos para cá). Esse é um dos antigos.

Já faz dois anos. Exatamente dois anos que acabou. E somente na noite do dia treze de fevereiro, pude perceber. Estava definitivamente decidido, acabaram meus dilemas: Não é de você que eu preciso. É dele, somente dele. Naquele exato momento, eu não precisava de mais nada além do que eu tinha: os abraços dele, os beijos dele, a voz dele, o sorriso dele.. A presença dele. E sinceramente, me senti perfeitamente inteira, não faltava nenhum pedaço dentro me mim, porque ele me fez sentir inteira. Algo que você não fez.  Agora, toda aquela vontade que eu só encontrava em ti, encontro nele. Com força maior, acredite.

Por meses.. Anos! eu lutei para você se tornar insignificante para mim, lutei para tirar seu rosto e seu sorriso da minha mente. Lutava para deixar de te desejar a cada minuto. Por meses, anos! achei que não conseguiria.  Ah, qual é? A quem eu estou querendo enganar? Eu não queria te esquecer. De verdade, eu queria te deixar na minha mente, guardado, na esperança de que um dia você fosse mudar de forma misteriosa e milagrosa e voltar para mim. Mas você.. Nunca deu a mínima importância.  Lembra da canção que eu mandei para ti, no dia onze de setembro?”Eu te dou todo o tempo que você precisar, para me reencontrar, e que esse tempo guarde toda a boa lembrança que a gente viveu. É melhor, do que ficarmos juntos e acabar de uma vez, sem querer relembrar da nossa história que ninguém.. Ninguém vai conseguir apagar. ” Retiro absolutamente tudo que eu disse. De fato, você teve muito mais tempo que o necessário para “me reencontrar”. Mas acho que acabamos andando por caminhos contrários. Posso afirmar: é tarde demais. Todos, todos e todos os meus sentimentos por você, se esgotaram. Eu me esgotei. Não sinto mais, nem se eu quiser, minhas mãos tremerem, meu coração bater acelerado, meus órgãos formigarem ou minha voz falhar ao te ver. Agora, você é alguém, somente alguém.. Um desconhecido. Não sinto falta do seu sorriso, so seu perfume. E olha, que por muito tempo essas dois adjetivos me asfixiaram. Não mais.

Você é somente um número, agora.

Suas indecisões, sua falta de afeto, sua completa ausência na minha vida me fizeram perceber o que eu estou me impedindo de perceber à muito tempo: eu não preciso de você. Nunca precisei. Você foi apenas um enorme ópio, talvez o maior da minha vida. Mas passou. Confesso, eu estive esperando por você a minha vida inteira, desde criança. Mas.. porque? Qual a razão de eu te esperar? De onde vinha tanto amor? Você nunca me deu motivos para ser o meu ”número 1”, como era. Nunca me deu razões para eu enxergar um alguém idealizado perfeito, para mim.

Você não é perfeito. Você não é meu. E eu não enxergo mais amor por você dentro de mim. Resta-me apenas um pequeno ódio, momentâneo.

E essas são as minhas últimas palavras dirigidas à ti, espero. Olha, eu sempre acreditei que a gente seria mais feliz juntos.. Ilusão, grande ilusão. Quero que você guarde suas mentiras e seus paradoxos sobre o ”amor” para contar para sua próxima vítima. Desculpe, mas não acredito em mais nada que venha de você e desculpe tamanha sinceridade, mas eu não faço questão de te ouvir.  Cansei das suas juras de amor, para se divertir, das suas perguntas comprometedoras com desculpas ridículas e dos seus abraços forçados. Não sinto mais calor, muito menos me sinto confortável em seus braços. Minhas sensações pertencem à ele, agora. Não mais à ti. Não sei se isso é bom ou ruim, mas por enqüanto, vêm sido bom.  Que você seja feliz, com outro alguém longe de mim.  Durma bem, porque eu também irei fazer isso. Finalmente consigui dormir em paz, sem ter pesadelos causados pela falta da sua presença. Adeus.

E é aí que eu pergunto se eu preciso de você..A resposta é não.

15 de fevereiro de 2009.

xx, Ally.

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