Ao avesso.

23 mar

Odeio o seu silêncio. Odeio seu jeito de me tratar quando está arrependido. Odeio a sua voz. Odeio seu medo. Odeio o modo como me abraça e me puxa para mais perto. Odeio seus beijos na testa, e sua maneira de segurar minha mão. Odeio quando aperta meu rosto. Odeio quanto deita em mim. Odeio seu cheiro viciante. Odeio esses horários iguais. Odeio quando você me olha, e meche no meu rosto. Odeio seu jeito de não se importar. Odeio quando você não está aqui – odeio as segundas, terças, quartas e quintas. Odeio quando me diz coisas lindas. Odeio quando diz que tem saudade, mesmo quando sei que não tem. Odeio essa música, que me lembra você. Odeio seu sorriso. Odeio aquela foto. Odeio suas caretas. Odeio o tom da sua voz quando quer alguma coisa. (…)  Mas o que eu mais odeio, de todas as coisas, é o fato de não conseguir odiar absolutamente nada em você, nem mesmo quando você merece ser odiado. Creio que essa é uma característica minha, não conseguir sentir ódio. Parece ser bom, afinal, desde pequena me ensinaram que sorrir era certo, e amar também. Mas eu odeio o amor. Digo, porque ele me machuca e mesmo assim eu continuo o sentindo, incondicionalmente.

Por Ally.

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