Dez pras três am.

14 mar

Não sei direito como começo esse texto. As palavras certas me fogem da mente. Mas eu só queria registrar que me sinto feliz. É que quase nunca – ou talvez essa seja a primeira vez – escrevo sobre minha alegria. Sempre a guardo para mim. Mas quero aprender a compartilha-la com os outros… Mesmo que “os outros” seja o meu caderno de física.
Cheguei agora do cinema. O filme falou algumas coisas para mim. Coisas que têm sido faladas durante toda essa semana, mas não vem ao caso agora. Olhei no relógio e são dez prás 03 da manhã. E eu ainda sinto a falta dele. Faz mais ou menos uma semana, 7 dias atrás. E fiquei o resto dos 6 dias sem falar com ele. Sem notícia. Sem saber se está bem, mal… Sem oportunidade de cuidar. E isso me deixa com tanto medo. Ênfase no
medo. Medo de perder, para sempre. E por mais que ele diga que isso nunca vai acontecer… Bem, nem tudo que ele diz é verdade. Lembra do fim de semana passado? ENFIM.. Nunca se sabe o que pode acontecer. Estou à tempos sem falar com ele, e não dói. Digo, machuca não poder cuidar. Mas não dói. Pelo menos não hoje. Só que é vazio. Queria ter alguém para compartilhar minhas alegrias, para abraçar, para ligar, olhar, beijar, cuidar e me sentir protegida. Mas é um tanto quanto difícil quando o alguém não se deixa ser cuidado, cativado. Quando não se entrega.. E tem medo. MEU DEUS, como eu queria ver esse medo longe dele!
Mas vamos lá, prossiga. Não estou aqui pra falar sobre ele. Não agora. Estou aqui pra falar do valor que as coisas que fazemos têm. Cada gesto, cada olhar, sorriso e palavra. T-U-D-O que fazemos… As coisas não voltam mais, sabe? Tenho que aproveitar agora. Nesse segundo. É o famoso clichê
carpe diem – aproveite o dia! Mas o que acontece é que a gente sempre esquece que tudo vai acabar uma hora. A qualquer hora. E que nada mais volta… E daí, quando nos distraímos com coisas, pequeninas coisas, que nos atrapalham de continuar com um sorriso, estamos desperdiçando nossos segundos – que repito, não voltam. De vez em quando nos deixamos levar pelos pensamentos das outras pessoas. E então, não fazemos o que mais queríamos fazer. Isso acontece por causa do estúpido pensamento de quê poderemos fazer mais tarde… Mas e se não? Se o “mais tarde” não chegar?
Só queria constar que de agora em diante, vou valorizar mais minhas atitudes. A semana inteira pessoas me falaram sobre isso, todos os dias – aproveite, porque não volta mais, faça o que deve e quer fazer – e é isso que farei. Mesmo que isso me traga algumas decepções e mesmo que eu seja ignorada. Eu não ligo, pelo menos estou fazendo. E se eu morrer daqui 1 segundo, pelo menos eu fiz o que tinha que ter feito. Nunca se sabe, né?
E daí eu lanço algumas perguntas que eu me faço diariamente: Quem eu fiz sorrir hoje? E se ele fosse embora para casa, mas eu nunca mais o visse, eu fiz o que queria ter feito? Já fiz  aquelas pessoas saberem que eu me importo de verdade?
E por mais clichê que tudo isso possa soar.. É só em que tenho pensado essa semana. E é sério.

“Queria ver esse medo mais distante que você, não sei porque você se afasta! Queria que esse medo, fosse outro, pra fazer você segurar a minha mão… O mais forte que der”.

Ally.

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